Apontando a arma para dar o primeiro tiro após muito tempo sem
guerrear! O título do Aerosmith aí em cima é sugestivo. Estive
selado estes tempos, com estudos e o meu primeiro emprego. Passando
no vestibular da faculdade pública de Paranaguá, a Fafipar, em
Letras (português e inglês) e extremamente caído de amor por minha
querida garota, há mais de um ano. JÁ! Enfim, sei que não interessa
muito a vocês. O ponto desse singelo artigo é dizer que voltei e
tenho muito o que escrever! Muitas críticas sobre a música atual, e
é, o principal, críticas! Elogios esvairam-se, assim como a
paciência de todos aqueles que não encaixam-se no padrão de acéfalo
desse país em marcha ré.
Todos os meios de comunicação estão ainda mais sujos com a
limitação que os artistas da atualidade impõe ao senso comum
frágido dessas pessoas que desistiram, ou mesmo, nunca começaram a
gostar de música de verdade.
Ainda não entendo como um artista de hoje em dia, nacional,
consegue fazer shows, porque a venda de seus cds está totalmente
ligada à falência. Talvez a indústria fonográfica tenha arranjado
uma forma de se ligar, de criar uma simbiose com a pirataria.
Claro, sem falar que shows como Michel Teló ou Luan Santana não
passam os cinquenta reais... MAS nem uma roda punk consegue
ser tão feia quanto um show desses caras. São classes diferentes
reunidas sob a regência pútrida de canções e ritmos enjoativos e
irritantes.
A luta dos gênios incompreendidos de décadas passadas pela
liberdade do ser humano expressar o que não consegue conter, aquela
vontade de gritar o que você pensa ao mundo e obter respostas que
irão engrandecer sua existência e lhe dar um sentido na vida está
creditada, agora, em arrependimento, com poucos orgulhos que nem
merece serem citados nesse artigo.
John Lennon lutou contra Nixon, com a pauta de deportação junto a
sua esposa; Roger Waters lutou contra Thatcher, conterrânea
algo-saxônica, contra Reagan e sua maquilagem sobre seu grande
império em cima do dinheiro dos suíços (e de lá muitas bandas de
Rock hoje em dia fazem muito para entrarem no mainstream
roliudiano). Agora, o que os artistas fazem hoje em dia? Apenas
som, para fazer sucesso e, o pior, eles fazem sucesso. Fazem
sucesso por seguirem o que é mais fácil, a aceitação sem
consciência, sem precisar pensar, porque se tentassem algo
profundo, mais complexo, que nem conseguissem expressar de tanta
emoção, todos os deixariam. Essa é a triste realidade.
Nos falamos!









